Inteligência Social, Índole Coletiva e Outras Mazelas

Guto Maia*

29/08/2020 (Read in English)

Em seis meses de confinamento compulsório pudemos revisitar estudos teóricos clássicos e conversar com pessoas sobre o futuro da nossa condição humana de brasileiros, a partir do caos que se instalou. O viés ideológico de uma discussão a partir de uma crise mundial de saúde, demonstrou temperamentos, caráteres, índoles e intenções sombrias inimagináveis. 

Este ensaio traz as teorias positivistas evolucionistas durkheimianas e o conceito de Anomia, Fato Social, Suicídio (altruísta, egoísta, anômico), e Solidariedade Orgânica/Mecânica; podem ajudar a construir os próximos passos, depois que o Brasil se livrar da pandemia e da atitude cínica de alguns políticos, se é que será possível, pelo menos um dos dois?

 

Objetivo


 

Analisar o comportamento social coletivo atuando sobre segmento das pessoas com deficiências, idosos e vulneráveis. 

 1.      Por que em celebrações, a índole coletiva se mostra cúmplice, afetiva e orgulhosa, e em casos de risco iminente, as atitudes nem sempre são solidárias, há boicotes, muitos se acovardam, e alguns mostram-se extremamente egoístas e agressivos?

2.      Como um grupo é capaz de mudar o seu comportamento (às vezes de forma irreconhecível), frente a situações-limites imprevistas de muito medo, estresse, catástrofe, acidentes graves e acontecimentos incontroláveis como uma pandemia?

 

 Introdução 


 

Gestores honestos. 

Com a pandemia, mais do que nunca ficou evidente o quanto precisaríamos de gestores honestos. 

Sobretudo nós, pais, mães, professores, familiares e amigos de pessoas com deficiências intelectuais, físicas, sensoriais, idosos e vulneráveis sociais. 

Dependemos de gestores honestos.

Sucumbimos em ambientes de competição agressiva, disputas selvagens, pois não temos a “expertise” suficiente para sobreviver em ambientes desonestos.

 

Tópicos para reflexão:

  1. Como o Brasil pode se preparar para atender 97 milhões de idosos em 2050?
  2. O contato constante com o vírus da corrupção pode nos tornar imunes a ela?
  3. Em que medida a capacidade de organização de um povo depende dos seus gestores públicos?
  4. Como o povo brasileiro se reinventará, se a nossa principal virtude sempre foi a de promover aglomeração?
  5. A nossa população em 2050 será de 238 milhões. Que avanço tecnológico alcançaremos em 2050, que hoje ainda não acessamos?
  6. Quantas pandemias teremos pela frente nos próximo 30 anos?
  7. A inteligência humana pode estar mais comprometida na valorização da Justiça nos próximos anos?
  8. O intervencionismo do estado crescerá ou diminuirá até 2050?
  9. A políticas públicas se auto regularão nos próximos 30 anos?
  10. As forças políticas deixarão de privilegiar interesses corporativos?
  11. Os regimes políticos progressistas, moderados e conservadores tendem a ficarem parecidos, em função da corrupção generalizada?
  12. O que fazer para que a ética e os valores básicos do respeito humano tenham uma leitura coletiva consensual. É possível?
  13. Como a diversidade será absorvida pela sociedade nas próximas três décadas?
  14. Serão criadas novas ilhas de poder paralelo com vocação violenta?
  15. Os conflitos raciais se exacerbarão?
  16. As novas composições familiares contribuirão no combate à discriminação de gênero?
  17. A violência doméstica recrudescerá ou não nos próximos anos até 2050?
  18. Conflitos armados serão cada vez mais comuns?
  19. Quais profissões estarão absolutamente obsoletas em 30 anos?
  20. Quais ainda serão imprescindíveis?
  21. Qual será o papel da religiosidade nas próximas décadas?

 

Marcações: #CienciasSociais, #Comte, #Durkhein

Termos relacionados: dilemas, pandemia, covid-19, paradoxos, contradições, conflitos, contradições, distensões ético-políticas, ensaio, estudo, teoria, pesquisa, produção científica, método, prevalência, identidade, pertencimento, metodização, ambidestrismo intelectual, imersão acadêmica,  psicossocial, multidisciplinar, interdisciplinar, inteligência social coletiva, organização do tempo, anomia, anômico, anômalo, instrumentos teórico-conceituais,

Referências:

COMTE, A. Curso de filosofia positiva. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

MARTINS, Carlos Benedito. O que é sociologia? São Paulo: Brasiliense, 2002.

MORAES FILHO, Evaristo (org). Comte: sociologia. São Paulo: Ática, 1983.

SCHNEIDER, Sergio; SCHIMITT, Cláudia Job. O uso do método comparativo nas Ciências Sociais. Cadernos de Sociologia, Porto Alegre, v. 9, p. 49-87, 1998

Referências:

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

__________________. Da divisão do trabalho social. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

___________________. Divisão do trabalho e suicídio. in: Durkheim. Coleção Grandes Cientistas Sociais, São Paulo: Ática, 1998.

SCHNEIDER, Sergio; SCHIMITT, Cláudia Job. O uso do método comparativo nas Ciências Sociais. Cadernos de Sociologia, Porto Alegre, v. 9, p. 49-87, 1998.

HOBSBAWN, E. A Era das Revoluções: Europa 1789¿1848. São Paulo: Paz e Terra, 1991.

LEFORT, C. "Formação e autoridade: a educação humanista", em Desafios da escrita política. São Paulo: Discurso Editorial, 1999.

ROUSSEAU, J. J., O Contrato Social e outros escritos, Editora Cultrix, São Paulo, 1978.

WEFFORT, Francisco (org.), Os clássicos da política, Editora Ática, São Paulo, 2000. 

 

 

*Guto Maia - José Augusto Maia Baptista

Gestor educacional

 

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