CONCEITO DE MEDIADOR: Que as minhas palavras sejam justas para os justos, resistam à hipocrisia dos hipócritas, sejam divertidas para as crianças, confiáveis para os adultos e sóbrias para os sábios. Mas, cordiais com quem quer que seja, sobretudo. Sou professor. 

FUNDAMMENTOS: AUTOAVALIAÇÃO (aceitação)> INCONFORMISCO CONSTRUTIVO (ativismo de causa> AUTOESTIMA/ORGULHO PRÓPRIO

PRINCÍPIOS ÉTIICOS da nossa proposta de EDUCAÇÃO MEDIADA: 1. Confiança / 2. Honestidade Intelectual / 3. Diversidade / 4. Solidariedade / 5. Estudo-Pesquisa / 6. Trabalho / 7. Prevenção / 8. Multidisciplinaridade / 9. Consciência Social / 10. Compaixão /

Nossas referências:
Mulheres Fortes: https://tinyurl.com/59fnsu8d
Líderes Mediadores Mundiais: https://tinyurl.com/54s2v73w

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O Dia Em Que Pedro Entrou na Faculdade
Guto Maia*
Guto e Pedro na entrada da Universidade Nove de julhoGuto e Pedro na entrada da Universidade Nove de julho
Há 1 ano:
O Dia Mais Feliz da Vida do Pedro: ESTÁ NA FACULDADE! (entramos juntos!!)
Publicação original no Facebook: https://cutt.ly/Ahz6hQV
 
Ninguém acreditava que isso fosse possível!
 
O DIA EM QUE O PEDRO ENTROU NA FACULDADE
 
Há exatamente um ano, em 29 de novembro de 2019, o Pedro e eu, recebíamos a notícia de que havíamos passado no vestibular de Ciências Sociais, na UniNove.
 
Ninguém acreditava que isso fosse acontecer um dia!
 
Uma vez, durante uma das poucas crises de choro que eu tive na vida, diante de uma das incontáveis terapeutas pelas quais o Pedro passou vida afora, eu me vi auto determinado a afirmar, veementemente, que um dia ele entraria numa faculdade!!!
 
Isso era inimaginável naquele momento, ano de 2012, e se mostrou mais como um descontrole emocional da minha parte. Meus pais haviam falecido em 2010 e 2011.
 
Pedro tinha completado12 anos, e estava em meio a um surto psicótico que durou um ano e meio. Ele estava fora do ar, e assim permaneceu por mais de 18 meses.
 
A Rossana e eu, estávamos desesperados. Mas, eu tinha uma crença íntima em algo impossível. Não admitia aceitar aquela realidade.
 
Quando ele completou19 anos, parecia que tudo não havia passado de um grande pesadelo. Pedro concluiu o Ensino Médio, com minha ajuda, e entrou na faculdade por seus próprios méritos, pois realizou uma redação, considerada brilhante pelos avaliadores.
 
O tema, por sorte, era sobre um assunto que ele conhece bem: a discriminação, o preconceito, a intolerância: “O QUE VOCÊ ACHA DO CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO?” Ele fez uma bela dissertação!
 
O filme das nossas vidas, desde os 12 anos do Pedro, passou na minha cabeça, naquela hora, como uma ficção de suspense. E tudo nunca passará de um pesadelo de uma noite de verão, pois nos fizemos alegres todos os dias, desde então.
 
Porque decidimos assim. Essa é a minha crença desde que o Pedro nasceu: não perder a alegria diante do que quer que fosse!
 
O transtorno que ele tinha só foi laudado aos 11 anos: ele foi diagnosticado com Síndrome de Asperger, nome impróprio, que era usado para definir alguns tipos de autismo, e que depois os cientistas foram descartando, pois causava distorções de entendimento e compreensão. Embora esse nome ainda seja usado, oficialmente, tudo passou a ser TEA (Transtorno do Espetro do Autismo).
 
Falo sobre ALEGRIA, não pensando na minha alegria egoísta e pessoal, mas para alento para pais e mães, cujos filhos estão em meio a ataques de choro, crises emocionais, surtos psicóticos, ou foram recém diagnosticados com transtornos de nomes assustadores, ou estão recém acidentados, com sequelas leves ou graves, passageiras ou definitivas, ou simplesmente estão deprimidos ou nervosos pela covid19.
 
Eu também passei por esses momentos, eu também peguei Covid, eu também sobrevivi.
 
De uma forma ou de outra, isto passará. Os transtornos que os filhos têm, tenham o nome que tiverem, continuando lá ou não, não podem matar a esperança de que tudo vai ser melhor de alguma forma.
 
Eu decidi isso quando o Pedro nasceu. A minha mãe já era cadeirante há quase um ano, portanto, eu sabia o que eu viveria pela frente: um embate diário com a dificuldade em todo nível.
 
Mesmo ainda sem saber o rótulo do seu distúrbio, sabia que teria de administrar a vida emocional, minha e de uma família arrebentada, e não perder o meu próprio equilíbrio.
 
Todo ser humano pode ser feliz com muito pouco, se tiver amor. E isto, é o que sempre nos demos, por menos que tivéssemos. Toda casa pode ter esse amor, por mínimo que tenha. E ele salva.
 
Pesadelos, medos, inseguranças permeiam a nossa vida cotidiana de pais e mães, mas não queremos que os nossos filhos nos vejam frágeis ou tristes. Eles não merecem, pois isso lhes traz culpa.
 
Pedro na entrada da Uninove Campus VergueiroPedro na entrada da Uninove Campus Vergueiro
 
No caso de filhos com deficiências, isso se potencializa. O ingrediente culpa ronda cada acontecimento.
 
Os momentos de desespero se sucedem. Mas, podemos nos propor a que os nossos filhos sejam felizes todos os dias.
 
O Pedro hoje é um garoto feliz todos os dias. Alegria existencial. Isso é o que importa. Demagogia, hipocrisia não fazem parte do nosso repertório, nem de nenhum autista, pois eles não têm a “competência”, a “expertise” de serem dissimulados.
 
São honestos e sinceros. São concretos. Por isso, são presas fáceis. Eles não vencem competições que não tenham regras adaptadas.
 
Dificilmente, o Pedro enfrentaria um vestibular sozinho. Ele jamais enfrentará a vida sozinho, temos essa consciência desde que ele nasceu. Não nos iludimos.
 
E não se trata de superproteção de pai e mãe ingênuos, pois como educadores que nós dois somos, sabemos dos níveis e níveis das deficiências intelectuais limitantes, algumas severas, que têm que ser reconhecidas e respeitadas.
 
Tenho alunos que claramente foram atirados a uma exigência de autonomia que eles não deram conta, e hoje carregam sequelas de comprometimentos globais, psicoemocionais e motores irreversíveis, por conta da sobrecarga de expectativa do seu entorno.
 
Em contrapartida, esses indivíduos com transtornos intelectuais, autistas, síndromes de down, e outros têm qualidades humanas que poucos seres possuem ou reconhecem.
 
Eles têm valores arraigados em meio a um excesso de atividade cerebral, cujo processo, poucos profissionais se dão conta.
 
Ao contrário do que se imagina, os autistas têm excesso de atividade cerebral, e não conseguem administrar essa imensidão de estímulos sensoriais, e se tornam apáticos ou surtam pelo estresse e pela ansiedade.
 
SecretariaSecretariaConviver com eles diariamente é uma experiência única e um privilégio.
 
Eles nos obrigam a estudar e crescer todo dia! E ter bom senso.
 
As quebras de paradigmas que o Pedro se impõe, e nos impõe, são inspiradoras e nos enchem de esperança de que o ser humano pode ser melhor.
 
Essas pessoas incomuns melhoram o mundo à sua volta.
 
No momento de alegria em que entramos na faculdade juntos, tivemos muita gratidão à nossa família e a todos os profissionais que passaram pela nossa vida com todos os seus erros e acertos, pois construíram em nós uma relação fortalecida e sincera. Tivemos muitos anjos da guarda, e agradecemos todos os dias imensamente a cada um.
 
Temos pela frente uma formação acadêmica. Juntos, segundo a vontade do Pedro: seremos cientistas sociais, com habilitação também em História, seguindo para Antropologia com especialização em Estudos Africanos, com ênfase em Genética Humana. Este é o caminho hiper focado que ele construiu para o seu futuro, que eu também assumirei junto, independente das outras formações que estou buscando em educação adaptada, e agora, também educação financeira.
 
O meu sonho máximo é chegar a Ph.D, e sei que para isso, o Pedro será fundamental.
 
A pandemia alterou os planos, pois ele se sentiu desmotivado a prosseguir, e eu respeitei esse momento. Eu continuo, e cumprirei todas essas formações por ser um apaixonado pela vida acadêmica e pela pesquisa, e já tenho um método de Educação Adaptada que comprovadamente funciona, e vou buscar ajuda para aprimorá-lo.
 
pedro na matrículapedro na matrículaSeguimos com a certeza de que nos próximos anos, o Pedro retornará à faculdade. Com alegria e prazer, senão não há sentido. Isto é o que importa.
 
Tenho muito orgulho de ter-me tornado um especialista, não em autismo ou deficiências, mas em Pedros. Sou capaz de reconhecer um em 5 minutos!
 
Mas, convivendo no universo das deficiências, aprendi que ser generalista, inter e multi disciplinar, é fundamental para compreender aspectos particulares de cada pessoa com deficiência, e ajudar na sua educação. É também o ideal para a compreensão da exigência do auto ensino e da auto aprendizagem.
 
(Generalista é indivíduo cujos talentos, conhecimentos e interesses se estendem a vários campos, não se confinando em uma especialização apenas. São as pessoas multi potenciais do futuro, que antes eram acusadas de falta de foco. São as que melhor se adaptarão ao Mundo 4.O, das tecnologias inteligentes).
 
Hoje, ninguém mais tem dúvida de que conseguiremos ser o que imaginarmos ser. Se não conseguirmos, teremos construído possibilidades de conquistas que nos deixarão animados dia após dia, e servirão de inspiração para outros, que estão no meio do caminho.
 
E só isso é o que realmente nos importa: Ser feliz todo dia!
Mesmo em meio a uma (inimaginável, há 1 ano!!) PANDEMIA MUNDIAL!!!!!

 Pedro com Ingrid Bessa, na matricula no Curso de Ciências Sociais, na UNINOVE, Campus Vergueiro
 
 Pedro Rosengarten Baptista e Guto Maia (José Augusto Maia Baptista)Pedro Rosengarten Baptista e Guto Maia (José Augusto Maia Baptista)
 
 
COMENTÁRIOS:
Elaine Carapia: "Tive a honra de participar de uma Palestra com o Sr. Guto Maia e o Pedro. Foi nítido o amor de um pelo outro e que o céu é limite para ambos e o Pedro.
Foi nítido o amor de um pelo outro e que o céu é limite para ambos. Foi uma honra! Espero que muito breve ter o privilégio de participar de outros eventos com vocês.
#Sucesso! Que Deus vos abençoe de maneira abundante. #Parabéns!!!!!" Mais comentários: https://cutt.ly/qhbQtxF
 
Gestor educacional
 

 

ENSINO SIMPLIFICADO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS E AFINS

“(...) Mas, convivendo no universo das deficiências, aprendemos que ser generalista, inter e multi disciplinar, é fundamental para compreender aspectos particulares de cada pessoa com deficiência, e ajudar na sua educação de forma individualizada. 

Parece paradoxal, mas é o ideal para a compreensão da necessidade do auto ensino e da auto aprendizagem constante do professor. 

Por definição, “generalista” é o indivíduo cujos talentos, conhecimentos e interesses se estendem a vários campos, não se confinando em uma especialização apenas. 

São as pessoas multi potenciais do futuro, que antes eram acusadas de falta de foco.

São as que melhor se adaptarão ao mundo 4.O, das tecnologias inteligentes).” 

 

ESTAMOS COM A ONU/UNESCO NA TRAVESSIA DA DÉCADA DA REABILITAÇÃO (De 20/02/2022 a 20/02/2032)

ONU/UNESCOONU/UNESCO

1a. Escola do Pensamento Fora do Padrão

Instituto Ensino por Outro Caminho

NESA - Núcleo de Ensino Superior Adaptado

Nossos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Educação de Qualidade (ODS 4) e Redução das Desigualdades (ODS 10)


 

Idealizadores

Prof. Guto MaiaProf. Guto MaiaProf. Guto Maia (José Augusto Maia Baptista) 

Professor, Pesquisador do Desenvolvimento Humano, Reabilitação, Inovação, Ciência e Tecnologia Assistiva. Graduando em Ciências Sociais / 

Fundador da 1ª Escola do Pensamento Fora do Padrão / NESA Brasil (Núcleo de Ensino Superior Adaptado) Instituto Ensino por Outro Caminho / 

Organizador  do 1º Congresso Internacional do Pensamento Fora do Padrão /  Líder do projeto Tecnologia para Humanidade / 

Idealizador da Travessia da Década da Reabilitação (2022 > 2032), liderando mais de uma centena de pesquisadores internacionais /

Colunista / colaborador da REVISTA REAÇÃO e do PROGRAMA MISSÃO EDUCAR . UPTV /

Membro da Comunidade de Talentos ONU 2021/23 /

Prêmio Marco da Paz, da Associação Comercial de São Paulo, homenageado no Dia do Professor, na Câmara Municipal de São Paulo, 2019 /

ID Pesquisador ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5694-4460 

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Portfólio: https://doisdobrasil.com/pessoa-fora-do-padrao/portfolio/ 

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E-mail: maiagutomaia@gmail.com

Whatsapp: 11 993784603 

 


 

Pedro Rosengarten BaptistaPedro Rosengarten BaptistaPedro Rosengarten Baptista

Graduando em Ciências Sociais Licenciatura /  Líder de Inovação e Comunicação Assistiva do NESA BRASIL /

Autista, Atuante na Causa da Pessoa com Deficiência /

Palestrante Credenciado do Museu da Inclusão - São Paulo /

Pesquisador de tribos africanas / 

Membro Comunidade Talentos ONU /

Prêmio Marco da Paz Inclusão Sem Limite – ACSP, no Memorial da américa Latina Museu da Inclusão, 2018 /

ID Pesquisador ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3394-8634

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